segunda-feira, 4 de junho de 2007

Para onde vai a TV?


Em 1924 surge o protótipo da televisão;
Em 1936 a primeira transmissão;
Em 1949 nasce a TV a cabo;
Em 1954 surge a TV a cores;
Em 2005 nasce o Youtube;
Em 2007 nasce a Joost (se pronuncia "juiced")!

Até chegar a Internet o modelo da televisão sempre foi baseado em broadcast, ou seja: "Coloque a mesma coisa na frente de milhões de pessoas".

Com a chegada do Youtube, o modelo passou a ser: "Coloque um milhão de coisas na frente de uma pessoa".

Mas o modelo do Youtube possui problemas e custos altos para quem "distribui".

No modelo tradicional da televisão, pega-se o conteúdo que se quer distribuir e o transmite através de uma antena no alto de um morro e isto já é suficiente para 1 ou 10 milhões de televisores que estiverem ao alcance desta antena conseguirem "sintonizar" o canal.

No modelo do Youtube, quando você quer ver o vídeo do Rafinha, uma conexão é estabelecida entre o seu computador e os computadores do Youtube e o conteúdo é transmitido naquele momento. Agora imagine milhões de pessoas no mundo todo assistindo milhões de filmes diferentes ao mesmo tempo. A "conta" sai cara e quem está pagando esta conta é o Google (Google comprou o Youtube).

Então, em 2007, o sueco Niklas Nennström e o dinamarquês Janus Friis criaram a Joost com a intenção de possibilitar a transmissão de conteúdo da TV pela Internet de uma forma eficiente e respeitando os direitos autorais. Estes dois nórdicos são os criadores do Skype e do KaZaA e adaptaram o conceito da tecnologia Peer-to-Peer (ponto a ponto, muito usado nos downloads de músicas piratas pela Internet) para resolver o $problema$ do modelo do Youtube.

Ou seja, é mais ou menos assim:
  • O conteúdo da minha TV virá pela Internet e será de qualidade;
  • Este conteúdo será transmitido do computador de alguns "vizinhos" que já assistiram este conteúdo para o meu computador (digo: para a minha TV!);
  • Cada um paga a sua "conta" de acesso a Internet e todo mundo se ajuda;
  • Todos ficam felizes com milhões de conteúdos à disposição e de alta qualidade.

O modelo passou a ser, então: "Pegue um milhão de ajudantes para colocar um milhão de coisas diferentes na frente de uma pessoa".


Aí eu pergunto:
  1. Será que a TV Digital já será obsoleta quando sair do papel?
  2. Como será o modelo comercial da Joost?
  3. O broadcast vai acabar? Quando?
  4. Com tanto conteúdo em sua frente, o que lhe ajudará a escolher?
Links relacionados:
http://www.undergoogle.com/blog/2007/02/google-descarta-tv-na-web-para-alegria.html
http://www.joost.com
http://www.youtube.com

4 comentários:

Carlos Vieira disse...

Erick,
atualmente nós já temos alguns exemplos de TV digital no mundo. No Brasil, o primeiro modelo surgiu com a transmissão da DIRECTV e logo depois com a SKY.

Isso já tem mais de 10 anos e com certeza já está obsoleto.
Este modelo de TV digital segue o mesmo padrão da TV convencional que conhecemos. Um único conteúdo é transmitido para todos os espectadores. Qual é a diferença então? Na TV digital, que temos disponível, conseguimos filtrar o que queremos ver na tela. Exemplo: A SKY aqui no Brasil costuma transmitir algumas partidas de futebol com 5 câmeras simultaneamente e o telespectador pode escolher a que mais lhe agrada. Isso dá uma sensação de interatividade e de maiores possibilidades. Outra diferença é a possibilidade de agreagar informção ao video. Exemplo: Enviar um aplicativo que roda em cima do canal de notícias com um aprofundamento da matéria. Novamente este conteúdo deve ser enviado para todos os espectadores. Mas somente o que se interessar pelo assunto irá usá-lo.
Quais são os problemas deste modelo? Quanto maior o número de opções que se queira disponibilizar, maior será a banda necessária para sua transmissão e maior o custo.

Este modelo não pode competir com os que estão surgindo na internet.
Acredito que os dois modelos irão conviver no futuro próximo. Mesmo tendo a opção de personalizar o seu conteúdo utilizando os sites de video e TV que estão surgindo, ainda existirá a necessidade de se acompanhar os acontecimentos em uma grande transmissão que alcance simultaneamente milhões de telespectadores.

Resumindo: Se o espectador quiser um conteúdo personalizado, terá que caminhar pelo que está surgindo na internet. Se ele quiser seguir a multidão, terá que apertar o "on" do controle remoto e deixar que alguma emissora escolha para ele as opções que ele pode ter. Nem que a única opção seja assistir ao video do canal.

O Joost é muito bem vindo, mas no Brasil a briga com a Globo será boa!!!

Um abração e parabéns pelo Blog.

Fabiano disse...

Fala Erick, dei uma olhada geral neste seu blog e nos outros sites da websoftware e queria deixar um abraço e um parabéns por suas iniciativas profissionais. Imagino que não deva ser nada fácil manter isto tudo rodando e ainda arrumar um tempo para dar os altos vôos que você e teu irmão vivem fazendo! Valeu, keep it up, abs, Fabiano

Fabiano disse...

Fala Erick, estive dando uma olhada geral neste teu novo blog e nos sites da websoftware e queria parabenizar as suas iniciativas! Esses softwares tipo o Solutto parecem ser bastante completos e imagino como deva ser complicado manter uma solução dessas atualizada dentro desse ambiente econômico movediço brasileiro! Imagino que não seja nada fácil também ter a disposição para manter vários blogs pessoais atualizados! Embora prefira seu blog de vôo acho muito legal você também se preocupar com esses temas profissionais! Sucesso e bons vôos! Ab, Fabiano

Hamilton disse...

Fala grande Blz???

Tem um livro do Thomas Friedman se não me falha a memória o título é "O mundo plano", em um capitulo interessante falando em como estamos deixando de ser "consumidores" de informação e passamos a "produtores", faz uma analise do futuro do broadcast e o poder do upload, interessante leitura.

Maneiro esse teu blog, acho que vou virar leitor assíduo... ;)